Leituras acompanhadas - Dia 7

Depois do meu celeuma de ontem com dificuldades de aceder a programas acessíveis de leitura de forma gratuita e que funcionassem, de facto, deu-se a possibilidade de uma pequena sessão de leitura conjunta hoje.

Queria ler um texto, ao mesmo tempo que o ouvia (sensibilidade visual, que me fez virar para os e-book há algum tempo - uma batalha que travo porque gosto de ler livros físicos e existem livros que por qualquer razão - formatação, linguagem entre outros - me vejo atirada para usar apoio, como ler e ouvir ao mesmo tempo) e sublinhar partes que me interessassem no próprio documento. Foi, que me lembre assim de repente, a primeira vez que não tive o texto físicos para tirar as minha notas e tentar fazê-lo totalmente no computador gerou-se uma epopeia. Das hipóteses sugeridas em grupo ontem existia a impressão do próprio documento ou a leitura em voz alta de um dos meus pares, que a Mafalda prontamente se voluntariou.

Hoje na sessão "da manhã" (antes de nos encontrarmos para descer para a Black Box) partimos para esta leitura partilhada. Não terminamos de ler o texto até ao final iamos partilhando observação e reparos. Entre os exercícios de zoom out e questionamento vomos desbravando caminhos que, não que não tivéssemos nunca considerado, mas que provavelmente não tínhamos passado para a palavra dita. Isto e estimulante, e tal forma que nos perdemos nas horas e chegamos atrasadas ao encontro.

Chegando à black box a sessão concentrou-se de forma mais efetiva. Das 3mil referências passadas, vislumbra-se uma ideia colectiva, ainda que etérea, do enconto de dia 17.


Ao jantar referi ao Rogério uma vontade que trago desde a residência na CopperLeg de uma outra performance, que já havia falado com a Mafalda. "Então faz!" diz-me o Rogério (sim, isto é uma "rogerice"). Antes de mais tenho que organizar algumas coisas que tenha escrito sobre o que quero propor e mais difícil que isso será a logística, que será para outros carnavais.

Gostaria de ter disponibilidade mental para revisitar a conversa com a Mafalda e hoje não é o dia.

Deixo aqui uma foto de má qualidade do céu alentejano quando as nuvens deixaram o sol abençoar-nos na viagem:


Esta performance não anunciada foi das mais belas que vi nos últimos tempos (ela já estava lá, só agora a vi). 

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