sexta-feira, 12 de agosto de 2011

News

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

‎"Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio" Seneca

sábado, 21 de maio de 2011

Madrugada

É este o nome do programa de rádio que estou a ouvir. É também o nome da altura do dia em que estou mais desperta. São 5h57 e estes últimos dias, invulgares. Hoje saí e diverti-me como não fazia há muito. Ontem tive a certeza de ter perdido um amigo. Anteontem, lágrimas. Hoje dores físicas para terminar com essas mesmas dores. Estranho, mas se pensarmos bem tudo o que dói um tempo e chega a doer atrozmente, deixa de doer.
O meu anti-deperssivo foi aumentado. Não quero desistir de mim.
Mas há sempre coisas maravilhosas, mesmo quando sabemos que batemos lá bem no fundo; a magia do acaso fez-me perder um amigo mas deu-me outro. E devolveu-me os que já não via há muito. Deu-me lágrimas mas devolveu-me a dança. Está a dar-me um ataque neste momento. Pequeno. Já tomei o SOS.
Desculpa, mas tenho de ficar por aqui por agora.
Isto passa.

sábado, 14 de maio de 2011

AAAAAAAARRRRRRRRRRRGGGGGGGGGHHHHHHHHHH!!

quando a vida é o inferno e nao se acredita em deus, quem leva com as culpas??

sábado, 7 de maio de 2011

?

O meu apetite comeu-se a si próprio. Todo o alimento, por mais visual ou olfactivo que sejam, causam em mim uma repugnância que desperta logo o meu estômago – como se preparasse um vomito, dançam dentro de si os sucos gástricos, num bacanal desenfreado de quem só os que têm por medicação por ração diária é capaz de compreender. É um fenómeno cuja causa principal, dizem os mais conceituados médicos, se deve a uma incapacidade aguda de sair da cama, de excesso de olhar para o tecto a contar as manchas de bolor que possam surgir a decora-lo com imagens dúbias, e memorizar os trajectos dos incestos, para depois me aperceber que – para os rastejantes – morrem sempre a caminho do seu objectivo, ou então – para os voadores – morrem sempre à procura da liberdade. Um dia, meses depois de observar o tecto, perguntei à imagem de um rosto que surgia sempre á mesma hora de todos os dias, se era imortal. A imagem nunca mais voltou. Não me lembro já da pessoa que era, ou se era sequer uma pessoa.

Ao longo de todos estes dias os meus olhos foram-se colando com a remela verde até ver tudo turvo. Os meu lábios estão descascados como uma cebola, e eles também se fecharam com restos de saliva velha. A minha boca é uma ferida aberta, branca. Tudo o que não fazia sentido de ser utilizado deixou de ter importância. Por outro lado, ganhei outro sentido, o da cama. Já não sei diferenciar a minha pele dos lençóis e, quando está frio, sinto os azulejos do qual é feito o chão. Sei como está o tempo pelo cantar dos pássaros; não os vejo mas conheço-os. A minha audição é capaz de descobrir se esta ou aquela cantiga é do mesmo pássaro, mesmo que cantem a mesma melodia. É assim que sei qual a estação do ano em que me encontro. Na primavera há piares-pedidos, piares-excitação, piares-medo. Há também o subtil ruído das jovens asas a mexerem-se descoordenamente. Antes ainda rodava a cabeça para as ver, mas antes dos meus olhos terem desistido de me dar visão já eu tinha desistido de ver.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Beauty

Na impossibilidade de dançar como outrora, o meu corpo apenas comete uns movimentos descoordenados e alguns involuntários. Um cão sem uma pata faria melhor, penso. Porque um cão não pensa se o que faz é correcto ou não.

Today i know. I'm deaf for all sins and pleasures hided. The littles tears that comes when i'm tired don't make all the anguish disappear. All dreams vanish. All dreams in vain.
Hopeless. I feel like there's no place to me in this world, I fell there's no place for me on myself. I see this room wishing I was with 407 smiles and laughs.

Futuro. Nunca essa palavra me assustou tanto, mas antes tinha certezas, vivia enrolada nelas, bradava ao céus que estava em divida. E ele provocou todo este alvoroço para me pagar. Então não quero mais nada com pessoas que estejam acima de mim. Mas agora sou tão pequena que nem tenho tamanho para subir a um altar que fiz para mim. E sei que nunca vou tentar escala-lo, porque já está preenchido com a grandeza de outro ser qualquer.

I live with fear. Fear of recognize myself in the mirror, scared of my body and yours too, I don't recognize anything anymore. I once thought I was perfect, young, cult, beautiful. All I though was the means to win. I won. Now – RESET.