quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Muito tempo livre...

1ª Etapa


2ª Etapa



3ª Etapa


Resultado Final!!!!!

Estou tão orgulhosa de mim!! SNIF!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Bastidores

Vi-o e comecei a pensar em como as pessoas olham para mim. Ouvi-o e pensei nesta voz que tenho agora. Detectei todos os sinais que também tenho. Olhei para ele, vestido de palhaço, e pensei: “eu não me conheço”. A cabeça não acompanha o meu corpo, não sei o que realmente posso fazer, o que posso fisicamente usar. Pensei “devia ir a umas aulas do 1º ano”, depois pensei “acho que não me ia sentir à vontade, devia começar sozinha”. Finalmente caí em mim “eu nem saio de casa, quanto mais ir à escola”…

Quando vim para as Caldas quase que nem conseguia ir para a terapia. Para ir ás comprar tinha de ir de autocarro. Depois comecei a fartar-me de esperar pelo autocarro que nunca vinha a horas, e passei a ir a pé, primeiro com sacos leves, depois com tantos que tinha que usar a mão direita para me ajudar. Aos poucos, sem dar por isso, andava mais do que andava na escola. Mas o Outono veio manso e o Inverno chegou a rasgar e arrasou com tudo, marcha, sensibilidade, músculos. Deixou-me com os músculos tão contraídos que nem consigo andar mais ou menos. Arrasto a perna, anca perdida, braço pêndulo… Isto, claro está, acontece quando tenho os membros frios, o que ocorre quase sempre. Remédio? Ficar na cama. Eternidades na cama. Só à espera… No fundo, à espera que o tempo passe para que veja o resultado final, não sei, mas lá no fundinho só quero sentir-me livre. Por isso tenho de ver o meu corpo em movimento, num espelho ou numa gravação…

Porra, e esperar.

Eu gosto da minha voz assim. O meu novo corpo libertou-me de uma série de preconceitos. Entre os quais, a perfeição. Aprendi a ter calma, e a esperar. Nem tudo é mau, nisto. E quando olhei para o Miguel Seabra vi um palhaço. No meio de tantos actores clown, pródigos em teatro físico, vi um palhaço que usava todo o corpo para falar. Ouvi pessoas atrás de mim “ele está a representar ou é mesmo assim?” e congratulei-me por o ver naquele palco, a fazer o que sempre quis, e a fazê-lo bem.

No final, fiquei um pouco. Vi os técnicos a desmontar o cenário. Lembrei-me dos ensinamentos do Daniel, que foi da minha turma e era exímio nas questões técnicas. Apeteceu-me saltar para o palco e ajudá-los a enrolar cabos e a arrumar os adereços. Senti que pertencia ali. Não no palco, mas nos bastidores. Não sei representar, ou já não quero representar. Os meus amigos dizem que estou em negação mas desde o início, quando decidi estudar teatro, que digo que fico sempre feliz dentro de um teatro, nem que seja a varrer o palco. E digo a verdade, só que nunca tinha pensado nisto.

domingo, 18 de janeiro de 2009

"VLCD! Do lugar onde estou já me fui embora"

Criação Teatro Meridional Direcção Cénica Nuno Pino Custódio Interpretação Carla Maciel, Fernando Mota, Luciano Amarelo, Miguel Seabra Espaço Cénico e Figurinos Marta Pedroso Música Original e Espaço Sonoro Fernando Mota Desenho de Luz Miguel Seabra Montagem e Operação Técnica Rui Monteiro Direcção de Produção Narcisa Costa Produção Teatro Meridional

Eu fui ver. A Torres Novas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Nasceu!!!

A 1ª REALITY BD do MUNDO...
...drama...
...violência...
... sexo...
... OU NÃO!!!
E daí talvez sim...
...CHEGOU!!!

Criada por Daniela Maria Morganiça Reis e Gustavo Macedo Moreira Santos

sábado, 10 de janeiro de 2009

E hoje, para começar bem o dia...

...a minha perna pregou-me um susto tal quando acordei que julgava que não conseguia andar. Os musculos contraíam-se sozinhos, tanto que estava cansada sem ter feito nada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Merda Sublime


Eu gostavas dos dias frios com sol. Não havia coisa que mais me aprazia do que abri o estore e ver um sol radioso, mesmo que metesse a mão na janela e sentisse um frio de gelar. Os dias têm sido assim, e abro o estore para levar com um dia de esperança. E ponho a mão por uma frincha da janela e vejo; o frio cortante está lá. Mas já não me regozijo a por cachecóis nem gorros nem luvas. Mas eu já sabia, assim que pus os pés no chão. Há quem tenha um mindinho que diz o tempo. Eu tenho meio corpo.

Agasalho-me o melhor possível e vou. Não sinto a perna até ao joelho, e a mão, por mais que a esconda no casaco, dói-me atrozmente. Coxeio de casa até à terapia. Torço o pé. Os olhos lacrimejam. O nariz escorre muco verde que não quis sair na noite anterior. Cruzo-me sempre com o mesmo homem no jardim. Vamos ambos em passo apressado, em sentidos opostos, os dois de fato-de-treino. Se chego atrasada cruzamo-nos junto ao parque infantil, se chego um pouco mais cedo, vejo-o em frente à antiga escola profissional/ palacete sombrio e abandonado mas que teima em ser imponente, mesmo na sua decadência.
Geralmente cruzo-me com o homem perto do café do parque. Ele aparenta ter cinquenta e tal anos, com um bigode digno dos anos 80. Olhamo-nos com interrogações lançadas pela curiosidade de quem se cruza há meses e não sabe mais nada do que especulações. Ele pensa “ela vai para a escola” eu penso “ele está desempregado”. Esta troca dura apenas uns segundos, o tempo de nos cruzarmos. E pensa-se tanta coisa em poucos segundos…
Falo nisto porque são estes poucos segundos que me distraem das dores, do frio que me roí. Não espero clemência de ninguém nem de nada, nem do frio perverso que se diverte ás minhas custas. Só os mais fortes resistem, é a lei da natureza, mas ainda mais forte é a lei da Daniela Furacão. E amanhã repete-se o processo de sofrimento, e depois, e depois, até que os primeiros rebentos surjam na cidade caótica que é atravessada no coração por verde e um enorme palacete feio onde os pombos cagam vezes sem conta, toneladas de merda branca. Se calhar é por isso que o palacete ainda se aguenta em pé, colado com merda de pombo com centenas de anos. Mesmo assim, qualquer pessoa que passe por ali, do turista ao jardineiro, não consegue tirar os olhos daquela magnifica estrutura. Mesmo que feita de pedra e de merda.

(Todas as coisas e seres têm um lado menos sublime para suportar a sua beleza.)

O Hospital é um sonho de criança em que se imagina num baile no Salão Nobre com vestidos vitorianos de cores alegres e margaridas a compor o cabelo comprido e ondulado. Eu pelo menos gostava que assim fosse. Que todos aqueles aparelhos e maquinas dessem lugar a corredores longos de promessas de amor e longas varandas cobertas de hera e tímidas flores brancas. Que médicos e terapeutas e doentes fossem na verdade membros de uma corte imaginaria com sorrisos pintados que nunca mais saíssem, e que os seus corpos exaltassem beleza e juventude, que os seus corpos fossem banhados pelas aguas quentes do interior da Terra em brincadeiras inocentes de quem não mostra o corpo mesmo colado as vestes húmidas.

Há um segurança que me cumprimenta sempre. Subo no elevador. Peço o cartão. Aguardo. Vou para a cabine. A humidade quente dói. Fogo com fogo se extingue. Fisio. T. O. . Ás sextas, também T. Fala. Três vezes por semana. Só três vezes por semana e custa. Preferia estar no Salão Nobre a dançar sem dores. Mas vulgarmente meto-me em auto-piloto e aqui vou eu. Acordo ao meio-dia e meia, e já não penso nem em homens de fato de treino nem em palácios de merda nem em nada. “Ir embora para casa” onde me espera o ócio e lambo as minhas dores como um gato vadio no covil. Não tenho comida na despensa porque não saio. Vou buscar uma sopa à pressa para voltar e como só para manter o estômago sadio, para não sucumbir à quantidade de químicos que como por dia. E durmo… Aí acordo feliz graças ao quente dos lençóis e à quase ausência de dor. Demoro um pouco mais a sair da cama, mas invariavelmente tenho que o fazer pois tenho de alimentar a minha cabeça de merda, não de pombo, mas de drogas lícitas que, ainda bem, me ajudam a não sofrer tanto. Amor com amor se paga. Afinal a lei a Daniela Furacão não passa de um desejo árduo de aguentar esta merda sem ir ainda mais baixo.
A lei da Daniela Furacão diz só isto; DESEMERDA-TE.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Remembering Joe Dassin

Love 'n miss you babe**