terça-feira, 30 de setembro de 2008

Novas Super Heroínas


Com base no Re-Cobro, sugre o embrião de um projecto de BD (ilustrado e co-criado por Gustavo Santos). Elas são super heroínas (a gata também conta) e não vou adiantar muito mais.
Precisamos de sugestões para o nome da BD!! Sê criativo e manda uns bitaites....

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Visitas ao blog. Mudei de contador.
Thanks everybody!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Há coisas bizarras...

A minha mãe, a meu pedido, comprou-me algo.
Acho que não gosto de coisas que vibram na minha boca... Assustam-me..


Linda Martini - As putas dançam slows

Não encontrei a "Raposa Manhosa", que era o que estava a ouvir quando escrevi o último post... Mas também esta serviu de pando de fundo.

Reflexão #248

São 3h22. Quero dormir, mas a cabeça não me deixa repousar. Estou numa agonia tremenda, com qualquer coisa que não sei ainda o quê. Sinto-me a cair, para onde não sei. Estou farta. Digo isto repetidas vezes à minha mãe. Farta de estar assim, farta de não poder correr atrás dos meus sonhos como qualquer puto da minha idade. Sinto-me injustiçada pelo destino, vida ou deus, não sei mais em que acreditar. Todos os planos que fiz, todas as certezas, toda a minha felicidade mudaram. Não posso contar com mais nada para além deste dia que estou a viver, sem planos não posso sonhar da forma que sonhava.

Hoje admito, acho que merecia passar por isto. E acho isto de uma forma egoísta, mas também não quero saber. Torna-se difícil ver sempre o lado positivo das coisas, por mais que queira. Sou mal interpretada pelo meu corpo, e vivo sempre atemorizada por ele. No fundo, continuo à espera de um milagre; acordar um dia e sentir que tudo acabou, que estou normal outra vez e poder fazer todas as coisas que evito pensar. Para não ficar ansiosa.

E os dias seguem-se e agora começo-me a aperceber que já passou muito tempo. As roupas que visto são as mesmas roupas que vestia no 2º, 3º ano do curso porque a única roupa que comprei eram fatos de treino para fazer terapia. Digo, às vezes na brincadeira, que comecei o 2º ano do curso de Reabilitação. Na verdade, é isso que penso; é certo que sou nova, mas comecei o 2º ano de terapia quando poderia fazer mil coisas para além deste monólogo interior que não cessa de me assustar. Chego muitas vezes a pensar que estou a enlouquecer. Por isso escrevo. Para exorcizar este horror que é ter um corpo que não controlo, e na esperança utópica de um resgate.

Estou em descrédito e enraivecida. Os sonhos, os meus sonhos não valeram de nada, o meu esforço, a minha fé nas coisas e no Mundo desvaneceu-se. Isto está-se a tornar muito doloroso…

domingo, 14 de setembro de 2008

# 100 (e um...)

Não fui a tempo. Só agora que vi que tenho 100 (e um) posts.
Vamos todos festejar e vou escrever um livro "101 Merdas Que Podes Pôr Num Blog"!!

Sugestão do rapaz de sempre... Gugu Tavinho!!!!!!! AHAHAHAHAH!!!

Pensamentos e factos aleatórios

Tenho um monte de coisas para dizer há muito tempo. E depois penso “estou muito cansada, escrevo amanhã”. O problema é que me esqueço. E ando assim, com palavras soltas na cabeça que me fazem lembrar coisas, mas não sei o quê. A verdade é que tenho terapia três vezes por semana e passo os restos dos dias a dormir.
Estarei deprimida ou apenas preguiçosa? Seja como for, esta inércia está-me a deixar doente, e aliado ao facto de passar muito tempo sozinha também não ajuda. Porque amo ficar em casa. Não me apetece sair, e passo dias em que só vejo o sol quando vou à terapia. Talvez esteja a fazer uma cura qualquer de combate à (compreensível) galinhice da minha família, ou seja preguiça pura e dura. O ócio pode ser bastante agradável quando não se espera nada.

Porra, como estou diferente.
Queria fazer coisas novas (compreende-se “coisas” por “coisas”) e não as coisas que tenho feito. Vai fazer 15 meses no dia 19. Antes (compreende-se “antes” por “antes do AVC”) fazia muitas coisas e estava insatisfeita. Agora (compreende-se “agora” por “agora que esta merda aconteceu”) não faço nada e (ás vezes) sinto-me satisfeita. Não me identifico mais com a vida que levava, isso é verdade, mas não quer dizer que não a recorde com saudade. Mas acho que se voltasse atrás não fazia metade das coisas que fiz. Fazia-as bem piores (ou melhores, ou whatever).

(Estou constantemente a tocar os “P’s” pelos “T’s” e os “F’s” pelos “V’s” quando escrevo. E quando estou muito cansada troco os “O’s” pelos “U’s”, o que me deixa muito embaraçada comigo mesma. Quando penso num número – um 8, por exemplo – digo 2, veementemente. Nunca acerto nos números quando os penso. O que vale é que com a escrita apercebo-me a tempo. Confesso que isso até me diverte…)

Pensei em terminar o blog quando o projecto Oportunidade do Espectador se realizou. Não tive coragem. Uma crise megalómana diria. É tão bom saber que nos lêem e que os leitores não fazem ideia do que estão a ler… (Alguma parecença com estar em palco?)
Se voltasse atrás e soubesse o que sei hoje, não tinha tirado curso nenhum. Não foram três anos perdidos, claro, mas tinha ganho mais se tivesse ido embora para o Mundo. Estou a pôr tudo em questão. De facto aprendi muito sobre mim, mas como costumo dizes “acho que teria aprendido num ano o que aprendi em três”. Não posso falar muito mal, porque o que aprendi ajuda-me na Terapia da Fala.

Noto uma certa impaciência com a impaciência dos outros. Quando vou pagar alguma coisa e demoro tempo (sim, tenho que usar as duas mãos…) e tenho pessoas atrás de mim fico impaciente e nervosa. O que me faz demorar mais. Então ás vezes, dou-me ao prazer de ser (só um bocado) cabra e de me deleitar fazendo as coisas com calma. O pior de se ser deficiente é ser deficiente e não parecer. Quando estás numa cadeira de rodas, toda a gente se compadece. Quando se parece normal as pessoas continuam a ser cabras umas para as outras. Não me queixo (muito).

Num dia desta semana vinha das compras e sorri para uma pessoa que julgava conhecer. Só quando me aproximei é que vi que não era e a mulher pôs-se a falar comigo sobre o pouco estacionamento e que estava à procura de lugar há meia hora. Contou-me a vida toda, e eu não parava de pensar “bom, ela está mesmo a precisar de reclamar” e ouvi-a. No fim ela soltou um suspiro. (Porque é que contei isto?)

Vou-te contar uma estória/ historia; um dia, uma menina com fogo no cú, ia numa descida. Essa menina era ligeiramente deficiente e estava ansiosa para chegar a casa, mas nessa descida ganhou alão e como o seu maravilhoso pé estava virado para dentro (o que acontecia quando a menina ficava muito cansada) e como tinha umas sandálias novas redondas à frente, literalmente tropeçou nesse pé e caiu brutalmente. A menina apanhou os quilos de comida que a sua mãezinha tinha feito, voltou-os a pôr no saco e só mais tarde se apercebeu que lhe doía a mão. Quando chegou a casa, enraivecida de frustração e dor, tirou uma foto para pôr no seu blog e chorou a noite toda até adormecer!
MORAL DA ESTÓRIA/ HISTORIA: Esta manteiga que estou a comer é uma merda.
THE END!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Reflexão #247

A uma preocupação surge outra e outra e outra se formos insatisfeitos. E quando se cogita com livre arbítrio, há sempre o risco de se pensar demais. É o que acontece se questionas uma coisa. Uma simples coisa, e a tua vida fica do avesso. O que sinto é elementar; no fundo é medo. Mas racionalizo como solidão, pois se não estivesse tanto tempo só, não pensava tanto. A bola de neve torna-se insustentável de carregar ás costas porque tenho monstros pesados que arrastam outros e o peso deles torna-me pequena demais para aguentar o Mundo. Começo a pensar se não estará na altura de fugir para o útero de minha mãe e esconder-me… Esconder-me desta vida que quero tanto viver, ao fim ao cabo.
Estou confusa porque ouço cada vez mais alto o grito de revolta que tento desesperadamente calar. Estive anestesiada muito tempo, onde os sonhos faziam sentido e não havia porque questioná-los. Agora, tudo o que acreditava tornou-se areia na mão.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Memórias de Infância I

Não, não é nenhuma mensagem subliminar... Cantava muito esta música mas não me lembrava de onde era: Rua Sésamo, claro está!!