terça-feira, 21 de outubro de 2008

Hipocondríaca

Se repente, começo a ter medo de adoecer com seja o que for. Como se chama esta fase?

sábado, 18 de outubro de 2008

Em relação ao “nojo”

Há coisas bastante curiosas nesta coisa de recuperação. Nunca te contei, sei lá, porque é daquelas coisas que só dás importância no momento e depois esqueces. Bom, estás pronto? (Esta é das boas…)

Eu não tenho a sensação de “nojo” no meu lado direito. Lembrei-me disto porque a minha irmã tem a mania de lamber a mão e passar no meu braço ou assim. Hoje disse-lhe, para pena dela, que não adianta. A única coisa que sinto é o quente da saliva, mas podia ser água quente, ou um objecto quente qualquer (como uma botija de agua quente).
Parece-me que o “nojo” é essencialmente táctil e consequentemente visual. Por exemplo, uma pessoa dita “normal” se sentir algo molhado e não sabe o que é, não sente nojo. Mas se olhar e se aperceber que era uma escarra verde até fica doente. Claro que há situações em que a pessoa sabe logo no que tocou. Bom, eu nunca sei no que toco a menos que veja.

Eheheheh

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Lord of the flies 1963 - First meeting

"Lord of the Flies", de Peter Brook (1963).


(I'm back to "shcool" eheh.)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mestrado

Só ontem fui à ESAD. Assim, sozinha. A escola está diferente, claro. Montes de carros estacionados, as pessoas são todas iguais, cortaram o pinhal quase todo (compreende-se, no meu ultimo ano caiu um pinheiro em cima dum carro… Eles estavam doentes). A parte mais bonitas foi quando fui ao bar. Julguei que as empregadas não se lembrassem de mim. Mas lembravam-se. A senhora do bar lembrava-se (eu não…) que entrava no bar a cantar com a Rebeca a musica (não sei o nome mesmo) mas bom, aquela musica que começa “Heaven… I’m in heaven…”. Fiquei tão nostálgica! Porque as recordações que ficaram (ou as que quis que ficasse) eram, na maior parte, negativas, excepto em relação aos professores/ amigos. Mas ela fez-me lembrar todas as coisas boas que passei lá, e, afinal, não eram assim tão poucas como queria acreditar.
Um dos professores que encontrei foi o professo de corpo. Percebi logo que ele estava surpreso de me ver ali, alias, a ultima vez que me viu foi pouco tempo antes do AVC. Ele chegou-se ao pé de mim, deu-me um abraço enorme e disse “Estás viva!!”. Sim, estou viva, vivinha da silva, em preparação para a vida, com muita mais vontade de viver, com muita mais tesão para fazer coisas. Claro que me canso mais depressa, claro que sei que não sei como vou ficar. Não interessa. Estou aqui, porra, e é para aproveitar cada segundo. Agora é que entendo porque é que a minha antiga terapeuta ocupacional, a Alice, diz sempre “tens que te desligar da terapia e fazeres a tua vida”. Claro que ela não se estava a referir a uma desistência da própria terapia, mas para eu não viver “obcecada” com a terapia.
Mais tarde, eram 23h30, recebi um telefonema do Jonas “miúda, tenho uma boa notícia para ti. Vai haver mestrado na escola. Deve começar no 2º semestre”. Fiquei radiante. Claro que gostaria de tirar o mestrado noutro país, como sempre pensei que fosse fazer, mas uma pessoa tens que adaptar ás circunstâncias. Assim tenho terapia, e não estou parada, estou a aproveitar para fazer uma coisa importante. E depois, quando me sentir preparada, levanto asas e sigo os ventos do sul… Não me posso acobardar. Nunca. E conto contigo…

Coisas perdidas na memoria… I

Há vários tipos de ataques epilépticos, um deles é caracterizado por “ausências”. O cérebro abranda de tal maneira que ficamos a fazer/ dizer a mesma coisa durante uns segundos. A primeira vez que reparei que tinha tido uma ausência foi na Marinha. Estava a lavar os dentes e, de repente, não soube onde estava nem o que estava a fazer. Como já tinha lido muito sobre ataques epilépticos, soube logo o que se tinha passado; outras vezes, estou a falar e repito a mesma expressão 3 ou 4 vezes. As pessoas não reparam pois é imperceptível, são ataques que duram 3, 4 segundos e não há espasmos ou quedas. O doente simplesmente “desliga” e fica em loop até retomar a consciência.
Parece-me que já estabilizei os ataques epilépticos, desde que comecei a tomar mais meio zigabal. Ás vezes é tão fácil como isso, e não vivo alarmada sempre com medo de ter um a qualquer momento. Claro que não me apetecia muito encharcar-me de comprimidos de manha à noite. Bom, do mal o menos…

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nicki Jaine: You are my Sunshine

Interessado nesta voz? Aconcelho o album "Of Pigeons And Other Curiositi".
A miúda tem uma voz fantastica...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mártir, Heróina, qualidade "Mãe"

Ás vezes tenho medo, principalmente medo de ter um ataque epiléptico. Mas este fim-de-semana tive medo de morrer. No fundo tenho sempre medo dos ataques de pânico e da epilepsia por um medo inconsciente de morrer. Mas só neste fim-de-semana tive a perfeita noção que era isso que me assustava. E quando vou a casa é pior. Sinto uma pressão enorme para parecer bem para não assustar a minha mãe. Ela vive com o coração nas mãos desde que nasci (sempre fui uma criança muito doente, com febres altas e coisas assim) então neste quase 14 meses tem sido demais. Sinto-a cansada; trabalha bastante e agora faz horas extra. Ás vezes tenho medo que ela não aguente, os anos de trabalho já se sentem no corpo, mas ela insiste, puxa sempre mais um pouco para além do limite. Admiro a mulher que ela é. Mas cada vez que ela chega do trabalho está esgotada, do trabalho, da pressão psicológica dos patrões. Ele disse que uma colega de trabalho caracterizou aquela fábrica como um “campo de concentração”.
Tenho vindo a acompanhar os anos de trabalho ao jantar, quando ela conta o seu dia. E passou da excitação, das cusquise das colegas, para o total desespero. Sempre quis tira-la de lá. A minha mãe já não tem 40 anos. O corpo clama descanso. Os pulmões estão cheios de pó daquela merda de sítio que corrói os brônquios, que lhe come a agilidade, que lhe a faz ter vontade de arremessar as coisas contra a parede e dizer “BASTA!!! Eu sou um Ser Humano, não um animal!!”

Penso muitas vezes que se fosse rica que a primeira coisa que fazia era tira-la de lá. Tenho de ser forte por ela e por mim. Já teve a sua (enorme) dose de sofrimento.
“Estou cansada”, dizia eu. Agora é que me apercebo do quão estúpido foi o que disse.

Tenho medo que as pessoas que amo morram. Aprendi que a vida é um fôlego, e a morte custa mais a quem cá fica do que aos que partem. Insisto que ela tome conta de si, mas parece que ela se privou de tudo para a minha irmã e eu. Este aspecto mártir que ela sempre teve assusta-me…

domingo, 12 de outubro de 2008

NUNCA DESISTIR!!

Excerto de uma notícia do Jornal A Nossa Voz, de Abril de 2005

"Uma noite diferente de todas as outras"

"Foi, sem dúvida, o momento mais emotivo da noite. Distinguido pela sua brilhante interpretação no espectáculo ‘Endgame’, de Samuel Beckett, numa encenação de Bruno Bravo, o actor conseguiu pôr o Coliseu em pé, ao recordar o acidente vascular cerebral (AVC) de que foi vítima em 1995 .

“Rebentou-me uma veia no cérebro e é por isso que tenho dificuldades de locomoção e não mexo o braço direito”, explicou. “Isto é só para aqueles de entre vós que ainda não tinham reparado”, rematou, com o sentido de humor que o caracteriza.
A gargalhada foi geral, mas muitos não conseguiram disfarçar a lágrima ao canto do olho, desarmados pela forma aberta como o actor partilhou com o público a experiência mais dramática da sua vida.

NUNCA DESISTIR

(...)Mas, em 1995, um AVC ameaçava pôr fim a tudo. Miguel Seabra passou muito tempo no Centro de Reabilitação do Alcoitão, e nunca mais esqueceu a lição do senhor que o ajudava a subir de elevador. “Ó rapaz , não deixes de fazer o que gostas. Podes não fazê-lo exactamente da mesma forma... mas fá-lo de uma maneira nova.”

sábado, 11 de outubro de 2008

Tu tens a palavra!!

Diz-me o que achas do Re-Cobro. É só para rirmos um bocado, eheheh. Claro que se eu descobrir se falaste mal... "Olha que eu sou do bairro e começo o Totta!!"

(Private joke. Eu moro no Bairro de Casal de Malta na Marinha, conhecido pelo tráfico e prostituição, e quando eramos putos havia sempre um puto que dizia - antes de levar - "olha que eu sou do bairro e conheço o Totta!!". O Totta devia ter uns 14, 15 anos nessa altura e toda a gente tinha medo dele. Não sei o que é feito dele agora...)

Housewife

Está tanto calor. Não me apetece fazer nada. Tive um dia de cadela, levantei-me ás 7h30 (hoje constatei que demoro cerca de 30min a tomar o pequeno-almoço) para ir para a terapia ás 9h. Tinha o pé e o joelho elástico, por isso só fiz pedaleira (tipo bicicleta) durante 15min, e foi só isso que fiz pois a fisioterapeuta acho que não devia forçar o joelho. Como só tinha terapia da fala ás 10h30 tive que matar tempo, isto para não adormecer em nenhum daqueles sofás enormes ou nas poltronas. Como me tinha deitado ás 2h da manhã (maldito Family Guy…) foi extremamente difícil não adormecer… Bom, fiz terapia da fala e ocupacional e cheguei a casa ás 13h. Já tinha almoço feito, almocei e fui dormir. Nada de jeito, estava sempre a acordar com medo de adormecer… Levantei-me ás 16h, e foi a lufa-lufa até estar quase a perder o comboio. Quase.

ESTA PARTE SE NÃO LERES POUPA-TE UMA SECA. ACREDIRA. Depois não digas que não te avisei…
Limpei a cozinha (o que inclui arrumar as coisas todas, limpar bancadas, lavar a louça, levar o lixo, ter dois dedos de conversa com as vizinhas – é o que digo, velhas e putos adoram-me, Freud explica…- limpar o microondas, varrer, lavar a mopa (se tu não souberes, Freud explica), passar o chão a pano. Depois foi a casa de banho, lavar as louças (sanita, lavatório…) tirar o lixo, varrer, passar o chão a pano. Depois foi o meu quarto, arrumar tudo, aspirar, por tapetes na janela, voltar a pôr tudo no sitio (do quarto, cozinha e casa de banho), acabar de arrumar as coisas que tinha de trazer para a Marinha e quando fui a ver eram 18h45. O comboio parte ás 18h58. E este não se atrasa.

Como tinha estado a arrumar desde as 16h sem parar até ás 18h45, estava cansada, suada, de mau humor e a pensar “ tenho 10min para me pôr na estação”. Nem pensei que se calhar não ia apanha-lo e era melhor ir de expresso, apesar de ser quase 3 VEZES MAIS CARO que o bilhete de comboio.
Ainda nessa manhã a minha fisioterapeuta me tinha dito que tinha de andar mais devagar. Pois. Da minha casa à estação normalmente são 15min de distância. Fiz o percurso em 8. Tirei o bilhete e sentei-me. O comboio estava cheio. Tinha o coração aos saltos, a face rubra, suava que nem um trolha, estava ofegante... Parecia que tinha estado a correr a maratona. Depois de andar quase 3h a arrumar, ter que fazer uma caminhada em marcha!... Bom sou uma deficiente muito eficiente, porra!
Cheguei a casa as 20h, e ás 21h30 já estava a dormir. Mas cometi um erro estúpido (mais uma vez, não é?), deixei os diazepam para tomar ás 23h (que é a hora regular em que os tomo). E, mais estúpido ainda, meti o relógio a despertar para essa hora. Acordei, tomei-os e estou aqui agora a escrever.

Ai ai, tenho que escrever coisas mais inteligentes (pseudo) neste blog. Não é isso que é suposto fazer?

Evil Night Together

Esta música é da Jill Tracy (album de '99), mas só consegui esta curta que não foi feita por ela. Mas está boazinha...
Enjoy!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um pequeno passo para a humanidade, mas um grande para mim!!

Terça-feira. Fui ao centro de emprego pela primeira vez. Uma confusão danada, mil senhas, até que encontrei a minha: “pessoas portadoras de deficiência e etc, etc…”. Eu sou portadora de deficiência, não é? Passei à frente de toda a gente. Afinal uma pessoa tem que aproveitar, tem coisas más, mas tem recompensa e faço tenções de as aproveitar todas.

Fui para um gabinete e nem sabia o que dizer. “Olá, quero arranjar emprego”. Expliquei que… Tu sabes, estou um pouco farta de explicar que tive um AVC. Ficamos a falar uma hora e meia. Uma mulher fantástica, orientou-me, aconselhou-me, falou comigo. Saí de lá com esperança. Vão meter-me numa coisa chamada “emprego protegido”, já que ainda estou em recuperação e não produzo como uma pessoa normal. Depende, de me meterem à frente de um computador é diferente, mas logo se vê. A doutora mandou-me ir lá hoje para falar com o responsável pelos empregos protegidos.

Então hoje foi um dia complicado. Comecei com as máquinas, não é fisio porque ainda estou em liste de espera, mas pedi para fazer máquinas (sinto falta, tenho o joelho bambo o que me faz não por o pé correctamente no chão). Estava a vir para casa (como sempre, a andar rápido. Acho que o facto de ter andado sempre atrasada me fez ganhar um trauma em andar devagar…) e torci o pé direito com tal violência que nem o conseguia por no chão. Atravessei a rua ao pé-coxinho para me sentar. Vinha um homem atrás de mim com uma miúda que devia ter uns 8 ou 9 anos e perguntou se eu estava bem. “Estou, isto já passa” disse, no meio de dores alucinantes. Se doeu brutalmente no direito, se tivesse sido no esquerdo… Até me dói só de pensar. O homem continuou o seu caminho e ia a dizer para a miúda “vês? É o que acontece ás pessoas que andam rápido!”. Mesmo com dores não consegui evitar um sorriso (meio tremido). Continuei o caminho muito devagar, sentia o pé a inchar. Cheguei a casa e deitei-me. Começou-me a doer o joelho, até mais que o pé. Pensei “estou f*dida” porque tinha que ir ao centro de emprego. O que vale é que apanhei boleia até lá. Falei com o psicólogo clínico que está responsável pelo o serviço, estivemos a falar um pouco e ele disse que me contactava para uma entrevista, para ver com os terapeutas o que era mais indicado para mim. Saí de lá com dores de cão, e fui comprar um joelho elástico e um pé elástico. Tive de correr meia Caldas para encontrar, e ainda tive que vir a pé para casa porque o TOMA (autocarro urbano) chega a todo o lado, mas nunca chega a horas. Fui a pé para casa (a minha impaciência ás vezes dói mais que outra coisa qualquer…). Cheguei a casa e meti logo tudo, e, apesar das dores, senti o pé mais apoiado. Agora tenho terapia na sexta e espero que as passem até lá.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Power Ball

Este é um "brinquedo" que me foi dado a conhecer por um amigo meu, o Tozé, que faz muito desporto. Se quiseres saber mais sobre isto clica aqui.


1- Está é a caixa...





2- Esta é a bola com os cordões (caso se precise de dar o impulso, como o é o meu caso. Com a prática - e com um pulso saudavél - consegue-se por "o bicho" a funcionar sem cordão).



3- Enfia-se o cordão num pequeno orifício.



4- O cordão vai acompanhando a bola e deixa-se uma ponta solta, mas só o suficiente para pegar nele e puxar de forma a que a bola (que é aquela coisa verde/ amarela que estás a ver) gire e obrigue a mão fazer movimentos circulares.


Bastam 5 minutos por dia. É bom, porque tenho o braço com um tonos diferente que o pulso, e sinto que o pulso não está a acompanhar a evolução do braço. Dou muitas vezes por mim com o pulso relaxado na marcha, e quando quero pegar em alguma coisa, a mão, para poder segurar, vai para dentro e apoia-se, encosta-se ao meu peito.


Mas quem é que, afinal, manda aqui, hein? (E quem disse que o mau feitio é mau?)


domingo, 5 de outubro de 2008

"Falhar, falhar mais vezes, falhar melhor!"

Estou a ouvir um tributo aos Siouxie and the Banshees (que basicamente é o todo o álbum Juju) desde as 19h. É sinal de duas coisas, ou estou-me a preparar para sair a uma festa ’80 (o que, logicamente não é o caso, porque é 1h da manhã e estou de pijama desde que acordei) ou estou um bocadito deprimida por não poder fazer as noitadas que fazia há uns tempos (mais precisamente 1 ano, 3 meses e 15 dias). Ah, e estive a ver umas fotos do “antes” e “bateu saudade”, o que não ajuda à festa. Guardo os fins-de- semana para relaxar, não fazer puto e ficar nostálgica. Por isso é que no meu quarto nas Caldas não tenho fotos nenhumas de antes de 2008, alias, nem no pc. Acho que ainda não encontrei um equilíbrio entre o “antes” e o “depois”, mas é difícil. Primeiro rejeita-se, depois aceitas e acho que a compreensão vem muito tempo depois, a par com a maturidade. E penso que vou sempre aprendendo com isto, mas de uma forma consciente, e não inapta e alheada como faço agora (para aceitares tens de entender qualquer coisa, mesmo que não saibas o que é). A recuperação é um atentado à paciência de qualquer ser humano, porra. E ontem fui com a Mimi Siku ao veterinário pois já não ia há quase dois anos, e como mudei de medico ele ficou espantado com o facto de ela nunca ter levado nenhuma vacina, e alertou-me para o facto da minha gata poder ter cancro por não ser castrada, e aconselhou-me a faze-lo. Fiquei assustada porque não queria que ela passasse por uma cirurgia, e vê-la a recuperar… Só os “bip-bips” das máquinas me estavam a assustar… E agora tenho medo da operar porque me disseram que ela é velha e pode morrer na anestesia, ando aqui com o coração nas mãos sem saber o que fazer! Agora começo a compreender o porquê da hesitação da minha mãe em assinar o papel que notificava os riscos da minha operação. Claro que não é a mesma coisa, mas ajuda-me a compreender o outro lado, o lado de fora, a impotência e a indecisão. Porque se as coisas correrem para o torto a pessoa culpar-se-á para sempre. Claro que confio no veterinário, mas neste momento mexe com muitas coisas, antes não teria qualquer duvida e faria-o sem problemas de maior.

Quero viajar, correr a Europa de comboio. Antes o problema era o dinheiro. Agora, antes do dinheiro, vem a minha recuperação. Sempre quis dar uma volta pela Europa quando terminasse o curso, em vez disso tive uma volta ao meu cérebro e, consequentemente, à alma. Não me sinto lá muito realizada, e a única coisa que peço é um empregozito para juntar uns trocos para daqui a um tempo, seja quando for, retomar esse plano, nem que seja daqui a 10 anos. Mas saber que estou a fazer algo por mim levanta-me a auto-estima, faz-me sentir-me útil. Convidaram-me de novo para dar aulas nas Marinha, mas não posso, como é lógico. Começo a duvidar se a escolha que fiz foi a mais correcta… Porque tinha um plano, que era tirar o Mestrado, mesmo sabendo que não tinha a certeza se o Mestrado abria ou não. Arrisquei, e parece-me que não estou a petiscar... Calma, as coisas hão-de surgir, eu sei… Mas a calma esgota-se. Ou melhor, descarrega, como se fosse uma bateria, porque tenho sempre que a voltar a carregar. Ás vezes leio uma entrevista que o Miguel Seabra (actor e director do Teatro Meridional, que teve exactamente o mesmo problema que eu em ‘95 – ele tem 43, pelas minhas contas) deu a um site (http://www.c-e-m.org/reflexoes/014/4.htm) e fico sempre mais animada quando leio coisas dele. Ele dizia, numa das pesquises que fiz sobre dele: “Decidi que tinha que seguir em frente e sempre para cima! Ajudou-me sentir que tinha a confiança dos que estavam à minha volta para poder falhar e recomeçar. Lembrava-me sempre da frase de Samuel Beckett: “falhar, falhar mais vezes, falhar melhor!”” – roubei este excerto do site http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/25322.html . Choro muitas vezes, mas aquela frase do Beckett viola-me porque já a tinha lido há tempos e não a compreendi. Agora evito ler Beckett porque me parece assustadoramente claro. É um grito (vejo assim, a minha interpretação pode não ser a mais correcta, mas que se foda) de aceitação e libertação do erro, porque afinal a perfeição é uma noção obtusa, eu falho, falho muito, falho demais, mas luto para caralho e aprendo a manipular os meus erros para me serem úteis. Porra. Já estou a chorar outra vez. Mas é bom explodir aqui, onde não me julgas. Mas é um choro de alívio, precedido de uma raiva imensa que cresce todos os dias e nem me apercebo porque estou mais ocupada a lutar. E quando paro, sai tudo. Alivio. Para retomar o combate comigo e sair vitoriosa. Outras vezes chegamos a um acordo, o que não é mau.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mapa - 3719 visitas

Este contado é o máximo! Claro que os brasileiros foram todos dar aqui por engano... Pesquisavam coisas no google como "como conhecer mulher"(30 de Julho de 2008) ou "como foder" (18 de Julho de 2008. E é verdade! Sicko...)

I'm Watching You... ;)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Momento maravilhoso...

Um dia vou ser eu... Vais ver.