Fazer para desfazer
A inquietude leva-me a isto, à compulsão. Estive a lutar hoje o dia todo para não escrever aqui. Acordei para um dia cheio de sol e cheiro de verão, abri as janelas para deixar entrar o calor - há falta do humano, do meu, aproveito o possível, sol ou fogo. Acordei bem, ontem estive bem também, feliz por estar em finalmente em casa. Saí ontem à tarde, para apanhar sol e para estrear uma máquina fotográfica estranha que comprei numa promoção num supermercado - prenda de mim para mim. Voltei a ver, finalmente, o Stewie - um gato preto com umas bochechas enormes - fiquei aliviada por o ver depois da tempestade. Sempre com distância, acompanhei-o um pouco, até que ele se meteu pelos canaviais e desapareceu. Notei-o mais cansado que das outras vezes. Não se deixa pegar. Ainda não chegou a minha vez. Cheguei a casa cansada, a deixar o tempo passar mas eventualmente meti as fotos no diário. Pensei que quando morrer as pessoas que se cruzaram com os meus cadernos vão pensar que sou/ fui louca (...



